
Líderes de diversos países estão reunidos essa semana em Copenhage para chegarem a um acordo sobre a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.
Até agora, pelo o que acompanhamos na mídia, nenhum acordo ou meta de característica ambiciosa na proteção ao meio ambiente foi feito nessa reunião, apenas um fundo internacional. Fundo este que ao meu ver não promete muito. Estamos passando por uma crise ambiental sem precedentes, o clima do planeta está mudando e de maneira radical. Desde o final do século XIX até os dias de hoje, percebe-se uma variação de cerca de 0,8°C na temperatura média mundial, podendo chegar em até 2°C em 2100. Crê-se que esta mudança climática tem muito a ver com o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Gases tais como o dióxido de carbono (CO2) que é liberado na combustão de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural) principalmente para a obtenção de energia elétrica.
Muito tem se falado em redução da emissão desses gases, não obstante, estima-se que mesmo com o fim dessas emissões o planeta sofrerá alterações no seu clima, na sua biodiversidade e etc. Conclui-se portanto que uma meta mais efetiva seria a substituição em massa do uso de combustíveis fósseis por fontes de energia limpa e renovável.
Coloco aqui o que li numa matéria da Scientific American Brasil de dezembro intitulada “Um plano para a energia sustentável até 2030” por Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi. A matéria traz justamente um plano ambicioso no rumo de evitar cataclismas maiores no clima da terra previstos devido ao aquecimento global.
O plano seria exatamente como já foi dito acima: fazer com que 100% da energia mundial fosse gerada a partir de fontes totalmente limpas e renováveis, tais como fontes eólicas, solares e hídricas até 2030. Desse modo a energia consumida por nós seres humanos poderia finalmente se tornar independente de combustíveis fósseis. E o fim dessas emissões trariam esperanças para uma significativa melhora nessa crise ambiental ao qual estamos vivenciando.
Conforme diz a revista, um estudo da Stanford University classificou os diversos tipos de energia e verificou que as melhores seriam aquelas movidas pelo vento, água ou luz solar.
A meta “requer milhões de turbinas eólicas, de máquinas movidas a água e de instalações solares. Os números são grandes, mas a escala não é uma barreira intransponível; a sociedade já conseguiu realizar transformações profundas no passado” (relata os autores).
A nova infraestrutura abasteceria a futura demanda global por energia estimada em 11,5 TW (11,5 trilhões de watts) a partir de um arranjo de tecnologias, com ênfase na energia eólica e solar, com o resto sendo suprida por recursos hídricos bem defenidos.
Os 51% da demanda seria fornecida pelo vento, por meio de 3,8 milhões de grandes turbinas eólicas instaladas ao redor do planeta. Outros 40% viriam de usinas fotovoltaicas e de luz solar concentrada. A proposta inclui também 900 usinas hidrelétricas ao redor do mundo, sendo que 70% já estão construídas.
Enfim, um problema grande, como as mudanças climáticas, exige soluções grandes. A meta vista acima pode ser de difícil concretização, no entanto o mundo tem potencial para tanto, e deve tomar uma decisão rápida se quiser continuar com esperanças de um mundo capaz de abrigar tanto a vida humana quanto a enorme biodiversidade que o planeta possui.
Postado por Thiago José